
"Substituos" (Surrogates) é, de longe, um dos piores filmes que assisti em toda a minha vida. Péssimas atuações, roteiro complicado e sem nenhum aprofundamento, foco nas questões erradas e a tentativa frustrada (e frustrante) de passar uma mensagem da maneira mais imbecil quanto possível.
A mania de achar que os espectadores são completos idiotas, como já escrevi em outra matéria aqui no Território 7, ainda persiste. O medo de expor alguns detalhes e revelar alguns aspectos totalmente irrelevantes da trama fazem deste "filmeco" uma pérola da inutilidade.
Bruce Willis consegue dar vida ao personagem (não ao substituto robótico, que mais parece alguns crentes que conheço por aí), mas o homem por trás da máquina, mas ainda assim não consegue segurar o filme, totalmente desprovido de qualquer qualidade que eu possa me lembrar agora.
Mas, mesmo com tantas falhas, ainda consegui fazer um paralelo do filme com a igreja dos dias de hoje.
Assim como em Substitutos, muitas pessoas preferem deixar o verdadeiro eu em casa e vestir suas máscaras de santidade para viver a "vida de comunhão" dentro dos templos sem demonstrar suas verdadeiras intenções. Muitos preferem comandar os seus "subtitutos", santos e perfeitos, no conforto de seus pecados ocultos e de seu orgulho e presunção. A maioria dos que assumem seus erros e submetem-se a consequência de assumi-los, acaba sendo visto como escória de uma raça perfeita, que jamais comete falhas.
Assim como no filme, quando a nossa máscara cai e o impostor que em nós se esconde é revelado, alguns de nós ainda tenta se esconder atrás dos destroços deste substituto maldito que só nos afasta da presença do Senhor.
Portanto, aqui fica a dica: se for assistir este filme, faça-o tentando encontrar algo de bom... mas já aviso que esta sim, é uma missão impossível.
by GG
















