Mostrando postagens com marcador texto cristão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador texto cristão. Mostrar todas as postagens

Subversão

por Alan Brizotti

Sempre questionei. Nasci com o instinto furioso da discordância. Nunca nutri qualquer simpatia para com as ditaduras, não interessa qual configuração. Toda ditadura, todo absolutismo me provoca. Detesto imposições. Amo a proposta, a dúvida, a crítica, o pensar. Sou um amante da liberdade!

Sempre detestei a injustiça, seja ela qual for. Não suporto sistemas e esquemas totalitários, gente metida a Deus, "riquinhos" e sua esnobe mania de ostentar empáfias e futilidades. Sempre fui pobre, filho da periferia, coberto pela poeira da vida, marcado pela falta de padrinhos, nunca tive "as costas quentes". Condenado à sobrevivência, fui fazendo das palavras minha arma de grosso calibre. Ainda são poucos os que me leem, mas ainda acredito...

Sempre amei a poesia, a filosofia, a teologia e a arte, ainda que todas estejam unidas na mesma subversão! Amo tudo que é, que não afirma sua existência no que tem, mas no que sabe ser. Amo gente que já viveu mais do que eu, que carrega nos cabelos a neve do tempo. Adoro seus conselhos e até aquela dose de desilusão que acompanha os que já se gastaram na luta.

Estudei em escola pública, andei de ônibus - muito - na guerra urbana entre sair de casa e não saber se volta. Cheguei ao ministério sem ter pai pastor, sem ser indicado pelos figurões da teologia de "tio Patinhas". Pregando mensagens perigosas desafiei alguns pequenos impérios. Ainda estou aqui. Tentando, acreditando, utopicamente sonhando...

Quero a companhia dos poetas e dos profetas. De gente que se contorce com as mesmas dores que atingem os oprimidos. Quero acreditar que um dia, da massa que não pensa, surgirão pequenos gritos. Quero escrever, ainda que no rodapé das páginas da história, frases que acordem o exército dos subversivos.

Que não me venham apregoar a morte das tentativas! Sou subversivo, morro acreditando!



A criança no canto da sala


Em tempos como estes, nos quais o que mais importa na maioria das vezes é o que eu tenho nos bolsos para oferecer, ou o quão alto eu consigo gritar durante o culto, encontrar pessoas que se disponibilizem a dedicar suas vidas ao serviço cristão e amor ao próximo sem reservas, sem apetrechos e maluquices que criamos (e chamamos de teologia, às vezes) é um verdadeiro alívio. Uma luz no fim do túnel.

No entanto, estamos tão acostumados a aplaudir os que possuem mais fama e que adquiriram alguma notoriedade, que acabamos nos esquecendo daquele velhinho que sentou-se ao nosso lado no último culto. Isso, aquele mesmo. O senhor de cabelos brancos que, muito provavelmente, tem muitos testemunhos de vitórias, derrotas, penúrias e glórias para ensinar uma multidão de jovens bobos de ambições patéticas. Estamos tão calejados de aplaudir o óbvio, que não notamos o humilde irmão que nos recebe na porta do templo, com um sorriso enorme no rosto, e com uma alegria incomensurável e belíssima!

Somos meninos mimados fingindo maturidade o tempo todo. Este texto não é nada mais que um grande rabisco, feito pelas mãos de uma criança teimosa que insiste em querer ser grande. Os olhos que percorrem estas linhas são olhos pueris disfarlados de "leitura séria". 

A questão é: pra que esta fantasia de "gente grande", quando o Caminho a ser percorrido é estreito exatamente ao ponto de caber nossa inocência? Se um certo poeta cantou que preferia "a pureza das respostas das crianças", e se o Maior-de-Todos-os-Poetas, diz que é delas o Reino dos Céus, por que insistimos em vestir a fantasia de adultos, santos, imaculados, perfeitos? Por que teimamos em mascarar nossas incertezas e encobrir nossas neuras?

É exatamente como já afirmei, e aqui repito: somos crianças mimadas, encolhidas e chorando baixinho atrás do muro de falsidade que nós mesmos edificamos. Fizemos o mundo inteiro olhar para este muro e tratamos de esconder nossas dúvidas, medos e questionamentos mais obscuros.

O que acabamos sempre nos esquecendo, no entanto, é que Deus nunca olhou para outro lugar, senão para a nossa criança acuada no canto da sala escura dos nossos corações maquiados.


by GG

Sobre o Desespero e a Graça

O mais incrível do desespero não é o medo que temos de perder o alvo de vista. Não é a intensidade da luz que pode brilhar no fim do túnel. E nem tampouco o contraste absurdo da esperança em meio à tragédia.

Aprendemos em nossas igrejas e estudos bíblicos, canções e protocolos religiosos que, quando o desespero vêm, precisamos tentar segurar a mão de Deus de alguma forma - olhar para o lugar certo, enxergar a solução além das muralhas, etc.

No entanto, o que me incomoda é que geralmente nos esquecemos da disponibilidade inalterável da Graça. Quanto mais estendermos os braços no escuro, à procura das mãos poderosas de Deus, mais corremos o risco de não compreendermos a misericórdia divina. 

O mal que nos domina e amordaça nosso grito de júbilo, que alimenta nossas dúvidas e nos impede de contemplar a mão estendida do Mestre é nossa falta de confiança. Queremos sempre ter algum valor inserido no preço que o milagre custa. Queremos sempre "tirar uma casquinha" no mérito da Graça e do Livramento. Queremos poder dizer: "eu estendi a mão e eu alcancei as mãos do Senhor que me livrou". Alimentamos nosso ego até quando nossas forças não passam de migalhas sem valor jogadas ao chão.

O filantropo nova-iorquino H. William Webb-Peploe constumava dizer: "Não tente segurar a mão de Deus; deixe que ele segure a sua. Deixe que ele cuide do 'segurar' enquanto você se concentra no 'confiar'."

Antes mesmo que o primeiro vento sopre forte, a Mão do Mestre já estará estendida para te socorrer. O que nos cabe é apenas isto: acreditar.


by GG

BLOG BOOKS!

Onde é que tá?

Divulgue-nos

T-7

Territorianos

Facebook

Comparsas

Siga-nos no Twitter

ImageHost.org
BlogBlogs.Com.Br