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Tudo Queimará, por Mark Driscoll



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Gravatas e Tattoos

Nunca pensei que um dia faria uma postagem sobre algo assim. Porém, tudo tem sua primeira vez, e acho que a vez é agora – não vou deixar passar, e não vou poupar nada.

Eu fico muito "ferrada" (me desculpe a expressão) com essa mania maldita de darmos mais pontos para os politicamente corretos e aparentemente certinhos (que no particular de suas vidas não passam de jovens mimados e ingratos), que estão sempre preocupados apenas com aparência e dinheiro.

Sim. Estes mesmos, que quem paga a faculdade (que geralmente frequentam às sextas-feiras, pra ter um 'happy hour' com os amigos) são os pais, que o presente mensal é um tênis com edição limitada, que a mesada é pouco mais de 3 mil reias, o presente de férias é uma viagem para o exterior e de natal um carro, ou talvez, a segunda moto. Esses, que os pais os obrigam a dar um anel para uma menina "de bem", de "boa familia", que ele possivelmente nem ama – E ainda o obrigam a convencê-la de que eles têm que casar.

Porém, há sempre o lado contrário da moeda. Estou falando dos “politicamente incorretos”. Aqueles aparentemente loucos e rebeldes, que são julgados pelo alargador ou por que são tatuados. Que curtem um rock mais pesado e não têm medo de viver. Que trabalham para pagar sua faculdade e que tentam chamar a atenção daquela burguesinha que namora um cara "politicamente correto" que ela visivelmente não ama, mas que está com ele porque seus pais dizem ser o melhor pra ela.

Fora que aquele que todos dizem ser correto pode não passar de um “safado”, que por trás da gravatinha bem engomada esconde um tremendo sem caráter ou, pra não forçar tanto a barra, é um mimado cujo único assunto que sabe conversar é sua próxima viagem.

De verdade? Cansei. Cansei de ver isso em todos os lugares. Em quase todas as familias. Lugar onde os titulos e certificados importam bem mais do que o sentimento e o carater. Isso me frustra


Postado originalmente no Ponto da Lira



A autora Thais Lira é a mais nova integrante da nossa trupe de malucos! Seja bem-vinda, guria!

O que você gostaria de esquecer?

ImageHost.org

por Karol

Certa vez, em uma manhã de domingo, durante uma Escola Bíblica Dominical, me perguntaram: “o que você gostaria de esquecer?”

Imediatamente pensei nas minhas maiores frustrações. Nas mentiras que contei, nas falsas amizades que me fizeram mal, no dinheiro que poderia ter gastado melhor, nos momentos de tristeza, nos pesadelos, nas respostas mal criadas que dei aos meus pais e em outras coisas mais. Afinal tudo isso me marcou tanto que é até difícil lembrar sem um pouco sofrer.

E quantas pessoas não passaram por situações semelhantes e por muito tempo queriam se esquecer de cada detalhe dos maus momentos? Eu bem sei como é complicado lembrar-se das coisas que nos fazem chorar.

Hoje, passados anos daquele episódio, eu já não quero me esquecer de nada.

Quero me lembrar de tudo nos mínimos detalhes, por que aprendi, com cada frustração, a ser uma pessoa melhor.

Com cada mentira, aprendi que elas machucam tanto a mim quanto aos que a recebem; com cada falsa amizade, que eu posso escolher melhor com quem compartilhar a minha vida. Com o dinheiro, aprendi que ele não vale o quanto aparenta; com as tristezas, que é melhor não guardar mágoa nunca; com os pesadelos, que eu sou um ser humano frágil e limitado; e com as respostas mal criadas que dei aos meus pais, que tenho que respeitar e amar aqueles que nunca me deixaram na mão.

Mas, acima de tudo isso, eu aprendi que, apesar dos dias e noites de lágrimas, eu não preciso e não quero mais sofrer: o Senhor é o meu bálsamo!


Igrejas S/A

por Felipe Nogs

Te pergunto: Quantos, neste momento, que estão lendo este texto, freqüentadores de igrejas e/ou membros delas, já foram “obrigados” a participar de alguma reunião, culto ou algo do tipo?

Quantos que estão lendo este texto são líderes ou presbíteros e tiveram que acatar alguma ordem autoritária vindo de um pastor ou apóstolo, sem poder dizer sequer um “a”? Quantos que estão lendo este texto já não se sentiram injustiçados pelo novo sistema eclesiástico que está sendo imposto sobre a igreja?

Será que os pastores estão confundindo igreja com empresa, afinal, a única coisa parecida na palavra é a letra A. Será então que nossos líderes estão cegos ou fora do padrão que Pedro ensinou sobre IGREJA?

Voltemos aos primórdios: Sobre a etimologia da palavra igreja... Tudo se deu com o “ajuntamento do povo do deserto”, lá com Moisés – palavra esta que da origem grega escolhida pelos autores da Septuaginta (a tradução grega da Bíblia Hebraica) para traduzir o termo hebraico q(e)hal Yahveh, usado entre os judeus. (conforme a Wikipédia.com)

Numa segunda definição (segundo a Bíblia) o termo igreja pode designar reunião de pessoas, sem estarem necessariamente associados a uma edificação ou a uma doutrina específica. No texto bíblico, no "Novo Testamento", a palavra Igreja aparece por diversas vezes, sendo utilizada como referência a um agrupamento de cristãos e não a edifícios ou templos, nem mesmo a toda comunidade cristã em alguns momentos. Conclui-se que o que Jesus chamava por igreja, resume-se em PESSOAS.

Meu corpo é igreja. A noiva somos nós, pessoas normais, imperfeitas e cheias de pecado.

Logo depois, lembramos de Pedro, onde Deus tinha “edificado” a sua igreja. “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt 16,18)

Já dissemos que Igreja é lugar de pessoas, e pessoas imperfeitas; já dissemos que é um agrupamento de pessoas e não edifícios ou templos. Então responda-me, por que continuamos no engano de achar que aquele lugar deve, necessariamente, além de confortável, ser luxuoso? Me respondam, para que fazer uma réplica do templo de Salomão se há crianças na Rua São Paulo (em SP) que estão carecem de alimento, roupa e abrigo? Para que arrecadarmos 50 mil em bazares, para seja lá o que for, se há pessoas carentes de amor carinho? Ou para que fazer grandes campanhas ou cruzadas televisionadas, sendo que muitas outras pessoas estão carecendo de tantas outras coisas lá no Amor é Um Movimento – só dei alguns exemplos, mas tenho certeza que nós temos vizinhos ou conhecidos que hoje simplesmente precisam de uma cesta básica e nós nada oferecemos – nem mesmo o que Pedro e João deram ao coxo na porta do templo.

Você é amado (by Paul Washer)




Acesse o blog e conheça o trabalho do Voltemos ao Evangelho.

A Baboseira do Riso e o Peso da Glória

Eu, Gustavo Guilherme, editor deste blog, gostaria muito que você dedicasse um tempo para esta postagem. É necessário que sejamos todos, eu e você, admoestados na doutrina do Senhor, para que não sejamos enganados pelos falsos profetas que assolam a igreja atual.

Este post é o resultado da junção de dois posts que vi em outros blogs, e que me fizeram chorar. Por favor, medite nisso.
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A Baboseira do Riso

Parece zoação, mas percebo que não. Por incrível que pareça, esse pastor está passando a "unção do riso" para essas pessoas.



Observação do T-7: Falsas doutrinas como estas têm rondado a igreja brasileira há muito tempo. Unções e Ministrações estranhas têm sido o pesadelo de muita gente que pretende pregar o Evangelho genuíno, mas que acaba esbarrando em barreiras edificadas pelo esteriótipo construído por este falso evangelho. Está na hora de despertamos do sono.

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O Peso da Glória
Texto escrito por Stênio Marcius

Fiquei impactado com esse vídeo...

Sou tão antigo que conheço David Wilkerson desde os tempos de " A Cruz e o Punhal", "Foge Nick, foge!". Puxa, como esses livros falaram a meu coração adolescente... Todavia, postei este vídeo não tanto por seu conteúdo, pois já conhecia, para minha tristeza, o assunto tratado. Mas, o fiz sim, pela reação, pela atitude do pregador em relação a seu tema.

Isso me fez pensar sobre minha insensibilidade para com a Glória de Deus, as almas perdidas, e a apostasia desses tempos maus. Me lembrei do rei Davi chorando porque os homens não guardavam a Lei de Deus. Me lembrei do apóstolo Paulo que escrevia com lágrimas por causa dos inimigos da cruz de Cristo. Me lembrei de Jesus chorando diante de Jerusalém. Lembrei-me de alguns pregadores do passado que choravam diante de seus ouvintes por ver a dureza de seus corações.

Não se trata de lágrimas por lágrimas. Estou farto e enojado com a performance teatral! Mas gostaria de sentir aquilo que os profetas do Velho Testamento chamavam de, " o peso do Senhor".

Gostaria de chorar, mas de chorar muito, por mim mesmo, pela Igreja, por meu país.



Observação do T-7: Enquanto alguns acreditam que gargalhar freneticamente resolve o vazio que sentem em suas almas, outros ainda preservam o amor pelas almas acima de qualquer subterfúgio.

Meus olhos se enchem de lágrimas e minha mente é incapaz de pensar em outra coisa senão na oração que me senti impelido a fazer enquanto escrevia estas palavras: "Senhor, guarda-nos de nossa estupidez, e cubra-nos com o terrível peso da tua Glória".


posted by GG

Não sou pastor

por Jorge Salvador

Se for para ser mais que outros, não sou pastor. 
Se for para ser grande, não sou pastor.
Se for para presidir, não sou pastor.
Para ser pastor “evangélico”, não sou pastor.
Para ser dono de ovelhas, não sou pastor.
Para controlar pessoas e grupos, não sou pastor.
Para ser chamado de “reverendo”, não sou pastor.
Para ser intitulado de pastor, não sou pastor.
Se for para ser “cobertura espiritual” de alguém, não sou pastor.
Ao me chamarem no portão: Pastor? Não me chamaram.
Pela consagração denominacional, não sou pastor.


Quando cuido dos pequeninos do Pai, sou pastor.
Quando ajudo o que perdeu o caminho a encontrá-lo, sou pastor.
Quando levo o sedento à água, sou pastor.
Ao alimentar o próximo, sou pastor.
Ao dar carinho, amor, bondade, graça e misericórdia, sou pastor.
Mas ao fazer tudo isso, ainda serei servo inútil. E é isso o que todos deveriam fazer. 
Ao acharem que sou pastor, diga-o aos outros, portanto não me chamem de pastor, pois seria um elogio ao dom imerecido. 
Logo, seria para mim rede e laço, nas quais você não quer que eu venha cair.

Subversão

por Alan Brizotti

Sempre questionei. Nasci com o instinto furioso da discordância. Nunca nutri qualquer simpatia para com as ditaduras, não interessa qual configuração. Toda ditadura, todo absolutismo me provoca. Detesto imposições. Amo a proposta, a dúvida, a crítica, o pensar. Sou um amante da liberdade!

Sempre detestei a injustiça, seja ela qual for. Não suporto sistemas e esquemas totalitários, gente metida a Deus, "riquinhos" e sua esnobe mania de ostentar empáfias e futilidades. Sempre fui pobre, filho da periferia, coberto pela poeira da vida, marcado pela falta de padrinhos, nunca tive "as costas quentes". Condenado à sobrevivência, fui fazendo das palavras minha arma de grosso calibre. Ainda são poucos os que me leem, mas ainda acredito...

Sempre amei a poesia, a filosofia, a teologia e a arte, ainda que todas estejam unidas na mesma subversão! Amo tudo que é, que não afirma sua existência no que tem, mas no que sabe ser. Amo gente que já viveu mais do que eu, que carrega nos cabelos a neve do tempo. Adoro seus conselhos e até aquela dose de desilusão que acompanha os que já se gastaram na luta.

Estudei em escola pública, andei de ônibus - muito - na guerra urbana entre sair de casa e não saber se volta. Cheguei ao ministério sem ter pai pastor, sem ser indicado pelos figurões da teologia de "tio Patinhas". Pregando mensagens perigosas desafiei alguns pequenos impérios. Ainda estou aqui. Tentando, acreditando, utopicamente sonhando...

Quero a companhia dos poetas e dos profetas. De gente que se contorce com as mesmas dores que atingem os oprimidos. Quero acreditar que um dia, da massa que não pensa, surgirão pequenos gritos. Quero escrever, ainda que no rodapé das páginas da história, frases que acordem o exército dos subversivos.

Que não me venham apregoar a morte das tentativas! Sou subversivo, morro acreditando!



Credencial

O que nos identifica como discípulos? O que faz com que outras pessoas vejam em nós a rara esperança de dias melhores? Qual é a nossa credencial como embaixadores de um Reino Eterno? Seriam os cargos eclesiásticos? O timbre da nossa voz? A harmonia da nossa canção? A cor da pele? A textura do cabelo? Ou as vestes que usamos? Quando nos olhamos no espelho, o que estamos vendo na verdade?

O que nos identifica como discípulos não é quão graciosos podem ser nossos passos pelo Caminho Estreito, mas quão generosa pode ser a caminhada. A esperança que habita em nós só pode ser vista pelos desesperançosos, quando nós decidirmos que o melhor a fazer é compartilhar com os outros o sentimento que inunda nosso ser. Nâo importa a cor dos olhos, da pele ou do cabelo. Não importa o quanto cantemos bem, ou o quanto nossa música seja agradável aos ouvidos, ou o tamanho e estilo das roupas vestimos. O crachá que realmente nos identifica como diferentes em um mundo tão tenebroso é o amor. 

O que entendemos errado, porém, é que este amor não se restringe aos irmãos de igreja, familiares ou companheiros de caminhada. O alvo deste amor que nos une, e que deveria ser a nossa única bandeira, deveria ser, principalmente, os que carecem dele.

Se o amor é a ponte que nos reconciliou com Deus, não podemos escondê-la dos que mais precisam dela. O amor é o único  remédio que pode curar a mais terrível ferida, e nós teimamos em escondê-lo dos que mais precisam dele.

No Amor e com amor,


Os privilégios de um sofredor


Crombie e Palavrantiga cantam "O Vencedor"
da banda Los Hermanos

Me privar de sofrer é um equívoco.

Ensinar meu(s) futuro(s) filho(s) que tudo acabará bem, que a vitória estará sempre garantida e que a colheita sempre será farta é o tipo de coisa a qual não me submeterei jamais.

Essa doutrina insana, uma mentira deslavada na qual acreditamos piamente, que nos ensinou a rejeitar os momentos de dificuldade e sofrimento, que nos faz olhar para os vales da vida com medo e nojo... essa imbecil ideia que se desenvolveu no decorrer dos anos é uma infeliz mentira que nós mesmos inventamos.

Se aceitamos andar pelo Caminho, não foi pelo bem estar que ele poderia nos trazer, afinal, é uma estrada estreita, apertada e difícil de percorrer. Ignorar o "no mundo tereis aflições" que Jesus nos ensinou é uma estupidez. E esquecer que até no Vale da Sombra e da Morte, o nosso Pastor caminha conosco é a prova mais palpável da nossa incredulidade constante.

Somos simples garotos bobos que acreditam em tudo aquilo que nos tratá conforto e segurança. Mas o que vale mesmo é que, como diz a letra de uma banda não cristã, quem quer sempre vitória perde a glória de chorar! Não é na bonança que nascem os verdadeiros amigos, não é na riqueza que um amor sincero se destaca, e tampouco é na vitória que se conquista a verdadeira honra - o refrigério só vem quando precisamos dele, o consolo só chega quando carecemos de sua presença e a paz só é notada quando se conhece o efeito que sua ausência projeta em nossos corações.

Se somos todos irmãos, família de Cristo, um só Corpo em Deus, é impossível viver uma vida inteira sem sofrimento, pois sempre haverá alguém ao nosso lado que necessitará que choremos com ele, que andemos mais uma milha ou que soframos com ele a sua perda.

Quando meu filho nascer, vou ensiná-lo a doutrina do amor. Direi a ele o que não me ensinaram nas escolas, igrejas ou na universidade. Vou dizer a ele que perder não é ser menor na vida, e que o que mais importa, antes mesmo de ser um vencedor, é ter dentro do peito a verdadeira essência do cristianismo: o amor.


by GG

O Desafio

Aprendemos, desde pequeninos, na sala geralmente colorida destinada às crianças na maioria das escolas bíblicas dominicais deste país, que devemos ser iguais a Cristo: fazer tudo o que Ele fazia - copiá-lo em tudo e entender nossas escolhas como se fossem Dele, e não nossas. "O que Jesus faria nesta situação?"

No entanto, como em muitas outras coisas, nos ensinaram errado. Devemos imitar o Mestre? Sim, mas suas atitudes nada mais eram do que consequência de uma consciência santificada, devotada unicamente ao amor ao próximo e submissa à vontade de Deus até o fim.

A partir do momento que começarmos a imitar a consciência de Cristo, nossas atitudes refletiram seu amor incondicional. Quando decidirmos deixar nossos preconceitos de lado e passarmos a ver as coisas do ponto de vista desta consciência - a "mente de Cristo" - e só depois de assumirmos na prática esta mentalidade poderemos ser chamados de discípulos.

Enquanto prevalecer o racismo nas igrejas (se acha que isto não existe, parabéns pela ingenuidade), ou o preconceito com crianças, idosos, não cristãos, bêbados, mendigos, etc. Enquanto todo aquele que realmente precisa do remédio não tiver toda nossa atenção e for alvo do nosso amor, não poderemos ser chamados sequer de servos de Deus! Mas, mesmo assim, insistiremos em dizer que somos imitadores Daquele que abriu mão de assentar-se em palácios para compartilhar o jantar com pecadores.

Os que são conhecidos pelos irmão de igreja como santos, imaculados e puros podem muito bem ser conhecidos como adúlteros, mentirosos e hipócritas por aqueles que o conhecem fora do ambiente mais fácil de se manter as aparências: a igreja. 

Só seremos realmente cristãos, reflexos do amor de Cristo, quando aqueles que não conhecem a luz passarem a conhecê-la através de nós. Sem sombras. Sem máscaras.

O verdadeiro desafio não é dizer aos pecadores: "Jesus te ama" - isto é fácil e quem ouve a frase geralmente sabe disso. O desafio na verdade é olhar nos olhos do mais impuro dos pecadores, compadecer-se dele e dizer com convicção e sinceridade: "Eu amo você".


by GG

Vou te contar um testemunho

"Viver a vida" não é aquela maravilha que a TV tenta nos empurrar pela nossa garganta. Mostrar a beleza de alguns testemunhos e esconder a realidade da maioria nada mais é que manipulação de informação. Mas, não é exatamente isso o que fazemos de melhor em nossos cultos?

A denominação que eu frequento, por sinal, é especialista no assunto. "Dar testemunho", aliás, é um momento à parte, sagrado, insubstituível. Com o subterfúgio de que estamos "aumentando a fé" do nosso próximo, mascaramos muitas vezes a realidade, o desespero que é enfrentar problemas terríveis sem ter alguém por perto. Quanto maior a posição que assumimos diante dos outros, mais escondemos as nossas crises, medos e dilemas. 

O belo quadro que pitamos da vida cristã é uma farsa. Ser cristão não é viver sem dificuldades, mas passar por elas com a convicção de que nada disso é para se comparar com a glória do que nos está preparado - nem olhos viram, nem ouvidos ouviram o que Deus preparou para aqueles que realmente o amam. 

Nem sempre existirá um final feliz. Nem sempre ocorrerá tudo bem. Nem sempre a cura virá de mão beijada. Nem sempre a dor irá passar. Mas, em qualquer que seja a circustância, Deus estará lá. Ele, que deixou todo o esplendor de sua glória para viver entre nós, e que ainda ousou enviar o Consolador e fazer de nossos corpos morada deste Santo Espírito... Ele mesmo estará em nós. Já parou para pensar nisso?

Focalizamos tanto o que é visível que nos esquecemos de lembrar que Ele está em nós, nos aquecendo nas noites frias da vida, mostrando a luz escondida na escuridão dos vales, nos fazendo enxergar um motivo para sorrir apesar da lágrima que escorre pelo rosto. Enquanto você chora, Ele está lá, no lugar mais íntimo, curando as suas feridas e dando o refrigério necessário.

O problema no entanto, é que nossos olhos geralmente estão focados em outros lugares. na dívida que não foi paga, no objetivo que não foi alcançado, etc. Nos acostumamos a querer viver apenas vitórias, porque aprendemos que é assim que Deus se revela a nós. Mas isto é uma mentira patética que contamos para nós mesmos - e o pior é que acreditamos!

A maior revelação do amor de Deus por nós não é o carro na garagem, o emprego novo que surgiu, o filho que está por vir ou a conta bancária cheia de dinheiro. O que revela o carinho e o cuidado do Pai é, e sempre será, o consolo que Ele nos trás nos momentos mais terríveis da caminhada. A fonte no deserto não é a revelação maior, mas o fato de Ele ter estado com você durante toda a peregrinação.

Para aumentar a sua fé, vou contar um testemunho: na noite mais escura da minha vida, quando o problema não se resolveu, quando a cura não veio, quando a dor não passou, quando a solução não surgiu, Ele estava lá, segurando-me em seus braços, com um sorriso invisível que me acalentou e me fez descansar seguro.


by GG

A criança no canto da sala


Em tempos como estes, nos quais o que mais importa na maioria das vezes é o que eu tenho nos bolsos para oferecer, ou o quão alto eu consigo gritar durante o culto, encontrar pessoas que se disponibilizem a dedicar suas vidas ao serviço cristão e amor ao próximo sem reservas, sem apetrechos e maluquices que criamos (e chamamos de teologia, às vezes) é um verdadeiro alívio. Uma luz no fim do túnel.

No entanto, estamos tão acostumados a aplaudir os que possuem mais fama e que adquiriram alguma notoriedade, que acabamos nos esquecendo daquele velhinho que sentou-se ao nosso lado no último culto. Isso, aquele mesmo. O senhor de cabelos brancos que, muito provavelmente, tem muitos testemunhos de vitórias, derrotas, penúrias e glórias para ensinar uma multidão de jovens bobos de ambições patéticas. Estamos tão calejados de aplaudir o óbvio, que não notamos o humilde irmão que nos recebe na porta do templo, com um sorriso enorme no rosto, e com uma alegria incomensurável e belíssima!

Somos meninos mimados fingindo maturidade o tempo todo. Este texto não é nada mais que um grande rabisco, feito pelas mãos de uma criança teimosa que insiste em querer ser grande. Os olhos que percorrem estas linhas são olhos pueris disfarlados de "leitura séria". 

A questão é: pra que esta fantasia de "gente grande", quando o Caminho a ser percorrido é estreito exatamente ao ponto de caber nossa inocência? Se um certo poeta cantou que preferia "a pureza das respostas das crianças", e se o Maior-de-Todos-os-Poetas, diz que é delas o Reino dos Céus, por que insistimos em vestir a fantasia de adultos, santos, imaculados, perfeitos? Por que teimamos em mascarar nossas incertezas e encobrir nossas neuras?

É exatamente como já afirmei, e aqui repito: somos crianças mimadas, encolhidas e chorando baixinho atrás do muro de falsidade que nós mesmos edificamos. Fizemos o mundo inteiro olhar para este muro e tratamos de esconder nossas dúvidas, medos e questionamentos mais obscuros.

O que acabamos sempre nos esquecendo, no entanto, é que Deus nunca olhou para outro lugar, senão para a nossa criança acuada no canto da sala escura dos nossos corações maquiados.


by GG

John Piper: "Você irá sofrer"


John Piper é um dos pregadores mais sensatos de sua geração.

Pastor da Igreja Batista Bethlehem, John Piper pediu um semestre para cuidar de sua família, ministério, etc. Por intermédio de uma carta, o pastor explica um pouco mais sobre o assunto e sobre o que acarretou seu pedido de "retiro".

A carta está traduzida no Genizah Virtual. Para lê-la, clique aqui.

"Agonia", by Leonard Ravenhill

Alguns vídeos não precisam de comentários adicionais ou coisa parecida. Este é um deles.

Spurgeon by Mark Driscoll

Não sei se era bem assim como ele conta, sobre a vida do Spurgeon e tal, mas vale o intuito da mensagem. Ou, como diria o Chicó, "Num sei, só sei que foi assim".


Brincadeiras à parte, é interessante notar a diferença dos momentos: enquanto C. H. Spurgeon sofria com seus críticos porque pregava a Verdade (e provavelmente não usava o espaço designado à pregação para defender-se dos ataques de seus críticos), os pregadores de nosso tempo reclamam de qualquer um que fale mal de suas atitudes, mesmo que elas sejam erradas, equivocadas, mentirosas ou estúpidas.

Os tempos mudaram, mas o Evangelho não.



E se eles forem embora?

Por Rick Serrat

Caramba! Estou de volta na frente da telinha, escrevendo da minha maneira, maneira louca de escrever, mas que as pessoas entendem!

Ontem, 29 de Abril, aproximadamente 15:00, a CEMIG, bateu na porta da minha casa, e me disse  que ia cortar a minha luz, porque de acordo com sistema (fail) da CEMIG, minha casa estava com ligação irregular, para resumir, o nome da minha mãe constava como “conta desligada”.
 
Apesar disso, como um bom cristão e um bom ser humano, passamos por umas loucas discussões!
 
Como um bom humano

Logo que o cara cortou, eu fiquei tranqüilo, não podia fazer nada, o máximo era ligar para a CEMIG, e ver os procedimentos para re-ligação (e foi aí que o lado humano aflorou). Vocês já podem imaginar como foi conversar com atendente da CEMIG, me pedindo vários dados etc.
 
Fiquei muito nervoso, tive que fazer um tanto de coisa lá, que no final não adiantou em nada!
 
Então liguei para minha mãe, para tentar avisar a ela de uma maneira mais sutil possível.
 
Diálogo:

- Alô (mãe)
- Mãe, você tá no consultório ainda? (eu)
- Sim!
- Já está saindo? Acabou tudo ai? Tem paciente esperando?
- Não, já terminei, to arrumando as coisas. Por quê?
- Então beleza, Silvinha (minha irmã) vai passar aí para te pegar e levar na CEMIG.
- Por quê?
- Contaram a luz aqui de casa, disseram que tava “ligado irregular” (resumindo gato).
 
O restante do diálogo foi censurado

Como um bom cristão

Fiquei tentando entender o porquê que isso aconteceu, afinal, todas as contas de 13 anos que temos essa casa estavam pagas.
 
Como um bom cristão, pensei: “É o diabo!!! O DEMÔNIO DO INFERNO!” (brincadeira, não poderia deixar de brincar :P)
 
Na verdade comecei a refletir. Como uma coisa simples, que está em nosso dia a dia, e agente a tem sempre ao nosso lado, que nem damos importância e nem nos importamos com sua importância, nos deixa de mãos atadas!
 
Foi quando comecei a perceber como a luz é importante na minha vida, assim como minha mãe é importante, assim como todas as pessoas que tenho contato sempre.
 
Nós sempre estamos em contato com várias coisas e não olhamos a importância daquilo, na verdade, nunca pensamos: “Se eu não tiver isso, o que eu vou sofrer de dano?”, ou “Se essa pessoa for embora amanhã para nunca mais voltar, eu conseguirei viver sem ela?”
 
Caramba, quando comecei a pensar essas coisas, fiquei “boladão”! Comecei a pensar no dia que minha mãe for embora, que Deus a levar. Irmão, não sei mesmo como vai ser minha vida sem ela. (Você já parou para pensar o quanto é importante essa pessoa que está ao seu lado?)
 
Conclusão

A conclusão é a seguinte, Deus fala com cada um de nós de uma maneira diferente, usando coisas simples e que aos nossos olhos não são nada, como a luz (energia).
 
Deus se enquadra no meio de coisas importantes que estão ao nosso redor e, quando agente entra em um costume ou em uma religiosidade, nós começamos a esquecer do AMOR MAIOR que Ele tem por nós, e passamos a colocar culpa nEle em muitas coisas que fazemos!

Fica aqui minha reflexão.

A paz de Cristo para todos! E um beijo do gordo!


by Rick

Parafraseando 001."Tolkien Estava Certo"



"Um Anel para a todos governar, Um Anel para encontrá-los,
Um Anel para a todos trazer, e na Escuridão aprisioná-los."
(J. R. R. Tolkien, O Senhor dos Anéis)

O inesquecível livro de J. R. R. Tolkien me assusta, cativa e surpreende em vários aspectos. Seja pelos personagens cativantes, a criatividade, a aventura ou por qualquer outro aspecto que envolve toda a obra. Um deles, porém, é terrivelmente perturbador: depois de tantos anos, o princípio da maldição do Um Anel é hoje mais real e palpável do que o próprio Tolkien poderia imaginar.

Alguns de nossos líderes, por exemplo, acreditam possuir o Anel do Poder e, sem notar, já foram dominados pelos poderes ocultos que ele pode trazer. Tornaram-se Gollums! Estão obcecados pelo poder e cegos ao ponto de não enxergarem o domínio que o Senhor do Escuro já exerce sobre suas mentes cauterizadas.

Nenhuma autoridade dá direito à quebrar as leis que regem o Reino de Deus. Nenhuma posição hierárquica, seja ela qual for, é passaporte para um nível elevado - onde se pode pisar os outros para atingir o topo. Nenhuma "unção" é maior que a Palavra de Deus. Nenhum homem (ou mulher) tem o direito de se tornar intocável, inacessível ou superior só porque alguém o apelidou de "ganhador de almas" - quem salva a alma é Cristo, CRIATURA ALGUMA é capaz de ganhar ou salvar alguém! 

Hereges não devem ser queimados na fogueira, como diziam os monstros da inquisição. Pelo contrário, precisam reconhecer seus atos pecaminosos, ser ensinados no caminho da justiça e destruir o "Precioso" o mais depressa possível! 


No entanto, estes "portadores do anel" jamais o largarão enquanto afagarmos suas cabeças e cultivarmos a ideia de que são intocáveis! 

Apontar uma falsa doutrina não é julgar alguém, é julgar seus ensinamentos conforme a sã doutrina da Palavra de Deus, como faziam os Bereanos, ou como nos ordena a própria Bíblia Sagrada: "Não julgueis segundo a aparência, MAS JULGAI segundo a reta justiça." (João 7.24)

Me chamem de anarquista ou de maluco, mas já não acredito em governos, lideranças ou autoridades. Não enquanto o poder de um se dê em detrimento dos direitos do outro. Nenhuma pessoa nesta terra está livre da tentação de se corromper e desviar os olhos do alvo. Sejam religiosos ou políticos, militares ou representantes: ninguém (nem eu, nem você) está livre dos olhos de Sauron quando o Um Anel, o Anel do Poder, está por perto.

Agora só nos restam duas opções: ou nos livramos deste anel maldito, ou nos tornamos escravos dele. 




Texto escrito por GG, que está feliz por ter inaugurado A MAIS NOVA COLUNA DO TERRITÓRIO 7!!! Uhuuuuuuu!!!

Foi em um domingo como esse...

Era um domingo e o sol brilhava pouco naquela manhã.
Não haviam flores, brisa ou qualquer manifestação viva de que aquele dia seria melhor que o anterior. 


Na cabeça da mulher escondida sobre a roupa que lhe cabia, mas que não cabia sua tristeza, uma dúvida: onde está o corpo que deixamos aqui?
Era um domingo e o sol brilhou mais forte.

As flores, a brisa e toda a vida existente evidenciavam o impossível: independente de qual for o dia, será sempre melhor que o anterior.




by GG

Esta Casa


Um conto (apaixonado) de Gustavo Guilherme


Esta casa nunca esteve desocupada, mas dia desses um homem educado e gentil bateu na porta.

Com um sotaque hipnótico e um olhar irresistível, ele pediu que pudesse, se possível, entrar e repousar aqui, nesta casa.

Não detive o sorriso e escancarei a porta, fiz as honras, lhe ofereci um prato de lasanha, ao que gentilmente respondeu que não - preferia um belo peixe ou um pedaço de pão.

Ali o homem ficou, repousou, descansou.

Quando acordou, não o deixei mais sair. Lhe ofereci um lugar para morar. Esta casa.

Um dia percebi graves feridas em suas mãos e me ofereci para cuidar delas, mas ele, com uma delicadeza descomunal, não deixou que eu nada fizesse além de admirá-las, de vez em quando tocá-las. 

No dia seguinte, porém, ele percebeu as minhas feridas e me pediu para que ele as medicasse, e eu deixei - e ele as curou.

De vez em quando ainda o vejo mexendo nas coisas, geralmente mudando as peças desta casa de um lado para outro, voltando para o lugar onde estava e trocando de lugar outra vez. Ele é incansável em suas mudanças que me aprisionam em seu caráter irrepreensível.

Nesta casa, o homem está livre e, vez ou outra, se incomoda com a sujeira e as varre para fora da casa; se entristece com os quadros pendurados na parede, e os queima; ou, como o vi fazer estes dias, se comove com minha dor ou meu sorriso e senta ao meu lado, só para chorar comigo, só para sorrir comigo.

Nesta casa que sou eu.



Conto escrito por GG, que pede que este Homem limpe a casa todo santo dia.

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