"Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo." (Gálatas 1.10)
Lembro-me como se fosse hoje das inúmeras vezes que um certo pastor que conheço citava este versículo, geralmente para se defender das indagações que suas ovelhas o faziam - e com veemência dizia que não responderia a ninguém sobre alguns de seus atos duvidosos, exatamente porque não estava ali para "agradar a homens".
A confusão não demorou muito tempo para se instaurar no meio daquela igreja - que eu temo ser um enorme erro chamá-la assim. Em pouco tempo, heresias foram disseminadas no meio do povo, mentiras escandalosas foram contadas e crentes piedosos e cheios de amor se transformaram e gente de má índole e conduta duvidosa. Mas a máxima continuava: não interessava o que fizessem, não estavam "agradando aos homens".
Ao que parece, esqueceram-se do restante do versículo, do restante da Bíblia Sagrada! Se não agrado a Deus, me constituo automaticamente inimigo Dele. Se minhas atitudes se dão satisfatórias ao meu ego, ignorando porém os preceitos divinos, mas sem abandonar a bandeira da cruz, nos tornamos meros falsários! Falsificamos a Fé, fraudamos a Graça, rasuramos o Verbo, reescrevemos a cédula que foi rasgada e recosturamos o Véu.
O que não deve existir, de maneira alguma, é um cristão que prefere agradar o homem do que agradar a Deus - o que é, evidentenmente, o que muitos fazem, pensando fazer o contrário: defendemos o profeta que errou, achando que estamos assim agradando a Deus, quando na verdade favorecemos a mentira e a heresia de um pecador tão miserável quanto nós; com todo nosso empenho construímos desculpas para a conduta impura de nossos líderes, achando que estaremos assim protegendo um legado divino, quando na verdade estaremos apenas encobrindo o rastro de lodo deixado para trás.
É tempo de decidirmos, sem titubeios, subterfúgios ou adiamentos: ou agradamos aos homens, ou corremos o risco de pelo menos tentar agradar a Deus em cada uma das nossas decisões, por menores que elas possam ser.
by GG


















