A nossa urgência por algum motivo é mais valiosa do que os princípios na cultura cristã atual. Queremos resultados, mesmo que os esforços para obtê-los inexista. E isso faz com que abramos um enorme sorriso para a pessoa que ousa reconhecer seus pecados no dia em que ele se converte, e esqueçamos seu rosto no momento seguinte. Abraçamos o "novo convertido" agora, no momento exato no qual ele se decidiu, e logo depois o deixamos de lado - e ainda temos a cara de pau de esperar que ele gere frutos o mais rápido possível, e de preferência sem a nossa ajuda.
Nos acomodamos. Queremos apenas ver os frutos e aplaudir os resultados. E por que? Porque acreditamos que os esforços serão muitos. Acreditamos que gerar frutos deve doer de alguma forma. Exigirá sacrifício, renúncia e coragem - e isto é muito trabalho para quem está acostumado simplesmente a sentar e ouvir a bela mensagem do culto dominical.
O que nos esquecemos, porém, é que, independente do que nós pensemos, estamos sempre frutificando. A cada palavra dita, em cada pensamento concretizado, a cada decisão tomada, em cada gesto executado. Os olhos voltam-se para nós e esperam ver o brilho que teimamos em esconder embaixo da mesa.
Você com certeza já semeou hoje, mas talvez não tenha notado. Um sorriso que damos ou um gesto de amor que manifestamos tem muito mais potencial de "gerar frutos" do que toda a parafernalha que inventamos - a grande máquina de gerar frutos, a mesma que produz mensagens enlatadas e sorrisos postiços nos rostos mascarados de santidade.
Esta Máquina, porém, quebrou e não há no mundo alguém que possa dar jeito nela. Ninguém suporta mais a lenga-lenga que outrora os convencia com facilidade. A única solução, portanto, é voltar no tempo e gerar frutos da maneira tradicional: plantar a semente, regar insistentemente, podar quando necessário e esperar com paciência.
Depois disso, os frutos estarão lá, disponíveis e, o que é mais importante, maduros.


























