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Somos pecadores

"Há uma cruz no fim do túnel" (Paulo Brabo)



A cruz ainda permanece uma vergonha para muitos que, ao invés de tomarem como suficiente a imensurável Graça, preferem a dor do holocausto (ou sacrifício de tolo), tapando o sol com a peneira, tentando recompensar o pecado com auto punições desnecessárias.

Não há nada que possamos fazer para abater o preço que foi pago. "Está consumado". A dor que escreveu os versos mais densos e cruéis do poema da cruz não pode ser substituída. Não existem jejuns, orações, penitências, promessas, sacrifícios, lágrimas ou boas ações que nos justifique - somente a cruz nos limpa e erradica de nossa vida a morte que o pecado injeta em nossas veias.

A cada novo dia, o veneno da injustiça corre em nosso sangue e corrompe nossa fé - a não ser que estejamos vacinados com o Remédio do Calvário, o mesmo que pode transformar o mais vil criminoso em um homem de Deus, irrepreensível e justificado pela Graça Divina.

A gentileza de Deus em nos fazer limpos não é (e jamais poderá ser) inferior aos sacrifícios tolos que estão ao alcance de nossas mãos. 

Somos pecadores, mentirosos, covardes, injustos, bobos, cafajestes, preguiçosos, cruéis, impacientes ou simplesmente inseguros. Mas o amor manifesto na cruz nos fez um com Àquele que consumou o sacrifício final, nos fez co-herdeiros daquele que venceu a morte para nos dar a vida, e vida em abundância e nos reconciliou com o Pai que não abre mão de nos amar.

Para nossa alegria, o que satisfará nossos corações não será ver o nosso próprio sangue derramado nas páginas sombrias de nossa vida, mas sim o cavalheirismo de um Deus cujo amor não se pode medir. 

A sua Graça nos basta.


by GG

Pipoca&Letra 005."A Bacia das Almas"

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Não se engane. O subtítulo "Confissões de um ex-dependente de igreja" não resumem nem um pouco o conteúdo recompensador que encontrei em "A Bacia das Almas".

É claro que alguns, por mero preconceito, criam certa repulsa ao observar tal subtítulo ou simplesmente passar por este livro na estante de uma livraria qualquer e não notar sua presença - ou fingir que não notou - já que aparentemente trata-se de um livro sobre igreja e religião, do ponto de vista de alguém que já não está mais "contaminado" por ambas.

No entanto, para a tristeza dos que recusaram o prazer que é ler Paulo Brabo, este subtítulo fala tão somente do próprio Brabo, e esconde a riqueza do texto  belíssimo contido em "A Bacia das Almas".

Fé, religião, política, literatura, pensamentos, inquietações, provocações e ideias são alguns dos assuntos tratados na Bacia - que nada mais é que a extensão do site http://www.baciadasalmas.com, onde Paulo Brabo ainda escreve suas confissões, medos, conceitos, mas nenhuma conclusão, afinal, como escreveu Ed René Kivitz - falando da bacia - a teologia não está pronta.

Expondo suas impressões sobre os mais variados assuntos, A Bacia das Almas nos entrega um relatório das ideias de seu autor, dentre as quais tive que concordar com muitas e discordar de algumas, sem no entanto desprezar a lucidez de seus argumentos.

Para quem tem coragem de deixar de lado seus (pre)conceitos para, no mínimo, compartilhar das impressões de outro, A Bacia é indispensável e fundamental. 

No entanto, se você é daqueles que acreditam que nada do que te ensinaram está errado e que apenas as suas opiniões e virtudes são válidas e corretas, não ouse olhar para dentro da bacia, pois a surpresa será grande ao ver seu rosto e sua alma espalhados na superfície das confissões deste ex-dependente de igreja chamado Paulo Brabo.

Aliás, "cuidado, este livro traz confissões que podem ser as suas".



by GG

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