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Contrastes

Virando a página, 
dá pra ver todas as alegrias 
saídas do romance 
mais lento que o vento 
que habita em mim, 

enquanto lá fora, onde tudo é mais real, 
as páginas vestem o luto 
do mundo que vai morrer.


Poesia escrita por Gustavo Guilherme em junho de 2005.

O Deus que amou demais...



Era uma vez um homem que amava doentes, depravados, infelizes, tortos, injustiçados, pobres e pecadores, mas que nunca sorriu para a hipocrisia religiosa de alguns que, dizendo-se santos, afastavam-se dos doentes, depravados, infelizes, tortos, injustiçados, pobres e pecadores.

Era uma vez um Deus que amava doentes, depravados, infelizes, tortos, injustiçados, pobres e pecadores, mas que nunca sorriu para a hipocrisia religiosa de alguns que, dizendo-se santos, afastavam-se dos doentes, depravados, infelizes, tortos, injustiçados, pobres e pecadores.

Era uma vez um homem que amava demais. E nunca deixou de amar. E por isso morreu, abraçando pecadores e por eles dando sua vida.


Era, é, e sempre será um Deus que ama demais.


No vídeo, Matt Chandler // Nos versos, GG.

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