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Pipoca&Letra 008."A Origem"

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Os que me conhecem há mais tempo sabem o quanto é difícil me ver surpreso com um filme.

No entanto, Christopher Nolan já tinha conseguido me surpreender em outros de seus longas, como no incrível “Amnésia”, ou no competente “Batman Begins”, no impecável “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e até no fraco (opinião minha) porém bem feito “O Grande Truque”.

A trama gira em torno de um grupo de ladrões especializados em um tipo de roubo: eles invadem sonhos e furtam ali os segredos da vítima. Don Cobb (Leonardo DiCaprio), um homem com alguns segredos escondidos em seu passado, é o líder deste grupo, que tem, dentre outros integrantes, um ajudante importante na trama, vivido pelo excelente ator Joseph Gordon Lewit (“500 Dias com Ela”). Após um destes trabalhos, porém, a equipe precisa ser “reconstruída” para que eles possam fazer o seu último trabalho que, ao contrário do que eels estão acostumados, não se trata mais de tirar de  alguém um segredo através dos sonhos, mas de implantar na vítima uma ideia – fazer uma inserção.

“Inception” é bem executado e, ao contrário do que alguns disseram nos últimos dias, não é um filme difícil de se compreender – a não ser que você não esteja disposto a prestar atenção a um filme cerebral e inteligente.

Com um roteiro bem dinâmico, “A Origem” me pegou por vários motivos, dentre os quais preciso destacar um que eu estou acostumado a valorizar muito: quando um filme parece debochar dos espectadores, explicando de 5 em 5 minutos o motivo de tal acontecimento, eu fico irritado – o que não acontece aqui. A história nos é contada de maneira compreensível e sempre confiando na nossa inteligência, o filme não nos trata como completos idiotas, forçando a barra em momento algum, e isso é um dos motivos de eu dizer que este é SIM um filme grandioso, apesar de ainda não ser dos melhores de Nolan.

O elenco trabalha bem e é responsável pela boa condução do enredo, mas Ellen Page, que tem uma certa importância para o desenvolvimento da trama, está terrivelmente apagada, enquanto outros personagens, que talvez não devessem ter tanta importância, roubam a cena constantemente. A excelente Marion Cotillard dá seu show particular, passeando com classe entre uma personagem de amada à odiada entre uma e outra cena. Leonardo DiCaprio mostra o porquê de ser um dos atores mais interessantes da atualidade, fazendo com originalidade um papel muito semelhante ao vivido por ele mesmo em “A Ilha do Medo”. Joseph Gordon Lewit prova sua competência como ator mais uma vez, e consegue surpreender em alguns momentos. Além deles, o restante do elenco cumpre sua função com competência.

As cenas de ação são fantásticas e os efeitos especiais são excelentes e totalmente orgânicos – nunca são usados por motivos banais, sempre à favor da trama – e nos maravilham com cenas impecáveis e impressionantes. No entanto, quando não existe movimento e o foco das cenas é o diálogo, alguns problemas começam a surgir e o filme perde um pouco seu ritmo – o que se faz totalmente compreensível, pois é aqui que ficamos à par das teorias que explicam as cenas que estão por vir.

Um outro ponto alto de “A origem” é a trilha sonora de Hans Zimmer, muito parecida com a criada por ele mesmo para “O Cavaleiro das Trevas”, também dirigido por Nolan. Trilha esta que consegue cumprir o objetivo, por exemplo, no grande clímax do filme – assim como feito também nos dois filmes do Batman – segurando a tensão por um longo momento e provocando em nós a aflição necessária para que cheguemos ao fim do enigma.

Entre sonhos, sonhos dentro de sonhos, limbo e realidade, “Inception” mostra-se um blockbuster com conteúdo. Enquanto Nolan deve estar em algum lugar provavelmente se divertindo com os espectadores que pagam duas ou três vezes o ingresso para ver seu filme, nós somos agraciados com a fantasia criada por ele.

Em tempos nos quais assistir blockbusters inteligentes e competentes é raridade, “A Origem” se transforma em um grande acerto, um filmaço, uma pedra preciosa escondida atrás de um enorme orçamento, e vai, com certeza, para a minha estante de filmes assim que ele for disponibilizado para home-video.

De hoje em diante, tomarei mais cuidado com meus segredos quando começar a sonhar.

Publicado originalmente no blog Caverna do Jedi

PROMOÇÃO: Um ano de T-7


O Território 7 completa um ano em alto estilo!

Sabe quando as lojas fazem promoção de aniversário e soltam aquela frase "A loja faz aniversário mas quem ganha o presente é você"? Pois é, tantamos fugir desta frase ao máximo, mas não deu! O T-7 completa um aninho, mas quem vai levar presentinho pra casa é você, pois estamos sorteando o DVD do filme "Para Salvar uma Vida".

Assista ao trailer e veja se não vale a pena:




Concorrer é muito simples. Você deve Twittar a seguinte frase: "Eu quero o filme "Para Salvar uma Vida" que o @territorio7 está sorteando. http://migre.me/11XI3 #territorio7".

Você também precisa ser seguidor do @territorio7 no twitter, ou estará fora da promoção.

Quanto mais você twittar a frase, mais chances tem de ganhar, é claro.

O resultado sai às 17:00h desta sexta, dia 06 de agosto. Por isso, corre e manda logo o seu twitt!!!

Pipoca&Letra 007."Toy Story 3"

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Desde 1995, me encanto com as obras da Pixar.

Me lembro bem de ter visto um documentário falando sobre a produção do que viria a ser talvez o maior clássico do estúdio: como havia sido a escolha dos dubladores do caubói Woody e do boneco astronauta Buzz Lightyear; o storyboard completo do filme, e os bastidores daquela que seria a mais importante empresa de animação do planeta – foi amor a primeira vista. Me apaixonei pelo filme e pelos seus responsáveis.

Ganhei de aniversário no ano seguinte ao lançamento nos cinemas o VHS daquela obra prima: Toy Story. É difícil mensurar a tristeza que me abateu quando acabei estragando a fita de tanto assistir àquele maravilhoso longa de animação. Tristeza que foi substituída por outras fitas, mas que jamais me agradaram tanto quanto aquela.

Depois de conhecer outros filmes do estúdio, já com meus 13 anos e assistindo muitos e muitos filmes, tive a chance de ver Toy Story 2 – e mais uma vez me encantei com o universo dos brinquedos, me identificando cada vez mais com o menino Andy, e imaginando se meus bonecos ganhavam vida enquanto eu dormia cansado de tanto brincar com eles.

Quinze anos se passaram desde o primeiro longa animado da Pixar. Minha admiração cresceu a cada filme: Vida de Inseto, Monstros S.A, Procurando Nemo, Os Incríveis, Carros, Ratatouille, Wall-E e Up – cada um com sua peculiaridade, ritmo e personagens que me arrebataram. No entanto, nenhum deles me cativou tanto quanto a velha história dos bonecos devotados ao seu dono, que sempre acabavam se metendo em alguma confusão, e que sempre voltavam para casa no final da história.

Fui ao cinema assistir Toy Story 3 pronto para rever estes velhos amigos. Matar saudade e me encantar outra vez. Mas algo me dizia que desta vez seria especial.

Pipoca&Letra 006."Preciosa"

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Minhas espectativas relacionadas ao filme “Precious” cresceram bastante desde que foram anunciados os vencedores do Oscar 2010, dentre os quais vi ser entregue o prêmio de melhor atriz coadjuvante à excelente e estonteante atuação de Mo’nique e o surpreendente prêmio de melhor roteiro adaptado. Ainda assim, “Preciosa: Uma História de Esperança” (“Precious: Based on the Book ‘Push’ by Sapphire”) conseguiu superar tudo que esperava.

A história de Claireece Precious Jones (Gabourey Sidibe) nos envolve e causa as reações mais variadas em nós, espectadores. Raiva, surpresas, pavor e aflição são alguns dos muitos sentimentos que nos são transmitidos através de atuações que me deixaram boquiaberto do começo ao fim do filme dentro da sala do cinema.

Lembro-me bem do momento no qual a reação dos espectadores me chamou tanta atenção que, depois de um certo esforço para tirar os olhos da tela, voltei-me para a mulher sentada ao meu lado e a vi enxugar os olhos, ainda antes de 30 minutos de filme, percebendo então que a realidade exposta na grande tela começava a incomodar as pessoas que assistiam àquela impressionante pérola do cinema.

Escrever aqui sobre este filme não é uma tarefa fácil para mim, pois não há meios de falar mais profundamente sobre ele sem revelar alguns detalhes. Portanto me proponho aqui a fazer uma crítica superficial, analisando tecnicamente o que meus olhos presenciaram, destacando também os sentimentos que afloraram não só em mim, mas em muita gente dentro da sala do cinema.

O longa nos conta a história de uma jovem obesa e negra que sofre abusos físicos de sua mãe, tem uma filha portadora de Síndrome de Down e espera, aos 16 anos, seu segundo filho. Devido às inúmeras dificuldades e aos traumas sofridos na vida, Precious (Gabourey Sidibe) tem dificuldades de aprender, além de viver tendo devaneios, imaginando como seria sua vida se pudesse viver como uma garota normal. Quando a diretora de seu colégio nota suas dificuldades e decide ajudá-la, indicando-a para uma espécie de educação alternativa, tudo começa a mudar.

Ainda sofrendo com a violência da mãe em casa, Precious passa a frequentar a escola alternativa, onde conhece outras meninas problemáticas e uma professora dedicada, vivida pela excelente atriz Paula Patton (Deja Vu), que se apresenta como Sra. Blu Rain. 

Aos que pensam que a temática da educação alternativa pode funcionar como um tiro saindo pela culátra, já que foi tratado inúmeras vezes na história do cinema, ledo engano. “Preciosa: Uma História de Esperança” acerta em cheio quando joga na nossa cara toda a realidade vivida pela protagonista, que sofre não só com tapas e agressões físicas em casa, mas também com as palavras duras e ofensas proferidas por sua própria mãe.

O filme ainda conta com as boas participações da cantora Mariah Carey e do cantor Lenny Kravitz.
A direção de Lee Daniels nos remete à uma leitura visual do clássico, com uma câmera na mão e closes impecáveis, detectando as mais incríveis expressões faciais e corporais do elenco absurdamente competente.

Os diálogos pesados, o clima oscuro eos detalhes absurdamente mórbidos que se revelam ao passar do tempo nos confirmam o que o crítico Marcelo Forlani escreveu em sua crítica sobre o filme no site Omelete: “Em menos de 10 minutos de filme você vai entender que os seus problemas não são nada perto do que realmente sofrem algumas pessoas mundo afora”.

Seja para apreciar uma excelente obra de arte ou para comparar sua vida e seus problemas aos de Precious, não é permitido à qualquer apaixonado pelo cinema perder este filme. Uma graciosidade violenta, com atuações inacreditáveis e uma realidade arrebatadora. “Preciosa” não é só um título mas o mais justo adjetivo para definir esta pérola. Uma verdadeira preciosidade!

Minha única preocupação, no entanto, é com a classificação indicativa do filme, que no Brasil é de 16 anos – nenhum adolescente nesta idade é capaz de compreender algumas coisas que preferi não revelar neste texto, pois tratam de assuntos mórbidos e até certo ponto estarrecedores. Mas isso, é claro, não tira do filme o merecimento de toda minha admiração. 

“Precious” é simplesmente fantástico!



by GG (Publicado originalmente no "Caverna do Jedi")

Filmes que falam mais que os púlpitos (Episódio 002)

O texto abaixo foi publicado originalmente no Caverna do Jedi, onde regularmente escrevo sobre cinema (minha paixão incurável). Em tempos nos quais o conceito de "humanidade" se tornou tão obseleto e vulgar, "The Road" é um tapa na cara. 


Como vejo poucas vezes uma mensagem humanista e sincera sobre as paixões, medos, paranóias e preconceitos nos púlpitos, resolvi postá-lo aqui também, nesta coluna que há muito tempo não aparecia aqui no T-7.

*** * ***


Baseado no livro homônimo escrito por Cormac McCarthy, “A Estrada” (“The Road”) é um épico pós-apocalíptico irrepreensível.

Depois de uma catástrofe de proporções imensuráveis, o planeta está um caos – as belas paisagens se transformaram em um cenário de horror e desespero. 


Os homens já se renderam aos instintos mais cruéis de sobrevivência e “humanidade” é um conceito que já não existe, a não ser por um pai (Vigo Mortensen) que caminha errante com seu filho (Kodi Smit-McPhee), em uma jornada de sobrevivência poucas vezes ilustrada no cinema.

Antes que o filme atingisse seus 10 minutos, meus pensamentos e sentidos se aguçavam e meus olhos esqueceram-se do hábito (agora inútil) de piscar. A película dirigida por John Hillcoat (“The Proposition”) prende a atenção e nos conduz por um caminho de sensações intermináveis: medo, compaixão, pavor, piedade, surpresa e, talvez, admiração.

O elenco é formado por nomes conhecidos no cinema americano e outros nem tanto. Viggo Mortensen, Kodi Smit-McPhee, Charlize Theron, Guy Pearce, Robert Duvall e Garret Dillahunt brilham e estarrecem qualquer um que se diga admirador da sétima arte com suas atuações.

Com atuações impecáveis e roteiro primoroso – repleto de inquietações sobre o valor da vida e a fragilidade dos sentimentos quando expostos ao desespero inesperado -, The Road é delicado e gentil em sua proposta, que nada mais é que oferecer, em meio às mais terríveis barbaridades humanas e à mais deplorável condição de sobrevivência à qual alguém pode se submeter, resquícios da “humanidade” perdida depois de anos convivendo com a morte e o caos. Enquanto alguns aderem ao canibalismo e outras maldades para sobreviver, outros poucos defendem com a própria vida aquilo que ainda lhes resta. Em um mundo destruído pelo cataclisma ocorrido há alguns anos, porém pouco explicado durante o filme, o que resta ao homem e seu filho nada mais é do que um ao outro – e um sentimento que os move à continuar no caminho, ou melhor, na estrada: o amor.

Com pouquíssimas falas e um visual deprimente, A Estrada não deixa a desejar: é um drama para ninguém botar defeito. Cenas marcantes, atuações louváveis e tudo que um bom drama sonha ter: um final “com chave de ouro” – para coroar com honra a mensagem central do filme: apesar de tudo, a esperança ainda não acabou.
Emocionante sem ser piegas. Profundo. Delicado e surpreendente.

Eu, que (confesso) não esperava muita coisa deste filme, não pude resistir à um esboço de lágrimas que se formou ao final do filme, ou ao vendaval de emoções em meu peito que me fez ter a certeza de que o assistirei outras vezes.

Fantástico!


by GG

Pipoca&Letra 004."Lunar: Existencialismo Sensível"

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Já é tradição de mercado brasileiro: excelentes filmes são excluídos do circuito cinematográfico e são lançados diretamente em DVD ou Blu-ray, como foi o caso do vencedor do Oscar de melhor filme este ano “Guerra ao Terror”, lançado diretamente em DVD por aqui ainda em 2009.

Mas, ao que tudo indica, este doloroso erro continuará acontecendo, se depender das distribuidoras brasileiras – “Lunar” (“Moon”) não teve e não terá sua vez na grande tela por aqui.

O filme de estreia do diretor Duncan Jones, filho do cantor David Bowie, estrelado pelo maravilhoso porém subestimado Sam Rockwell (“Frost/Nixon”), conta a história de Sam Bell (Rockwell), um astronauta contratado pelas Indústrias Lunar para uma missão de três anos na Lua: extrair uma substância essencial para renovar a energia da Terra, que passa por uma crise terrível. Dentro da Base Mineral Sarang, a única companhia de Sam é o computador Gerty (Kevin Spacey - voz).

No entanto, quando a missão na Lua está próxima de ser cumprida, coisas sem explicação começam a acontecer. Enquanto espera ansiosamente um novo funcionário da Lunar que virá substituí-lo, Sam começa a sofrer delírios e, durante um procedimento de rotina, acaba sendo vítima de um acidente que o deixa desacordado.

Ao despertar do desmaio, Sam Bell irá descobrir coisas terríveis sobre tudo aquilo que viveu nos últimos três anos em sua missão na Lua.

Apesar de sofrer com uma direção pouco primorosa – o que se explica pelo fato de este ser o primeiro filme de Duncan Jones como diretor -, “Lunar” sem sombra de dúvidas deverá ser lembrado como um clássico da ficção científica. A grande metáfora sobre o valor dos sentimentos humanos nos faz refletir e pensar sem parar durante todo o filme. O existencialismo - tema central de "Lunar", e fator explorado do começo ao fim da película - nos é elucidado de maneira sensível, delicada e sem exageros. 

Além disso, Sam Rockwell consegue segurar o espectador na cadeira sendo o único ator em tela, disponibilizando-nos o desfrute de uma atuação impecável e sensível.

Ainda que tenha sido totalmente ignorado pela academia, mesmo depois dos esforços de Jim Jarmush e do autor de quadrinhos Neil Gaiman para que Sam Rockwell fosse indicado ao Oscar de melhor ator, "Lunar" é uma verdadeira pérola da Ficção Científica, recheada de bom humor, suspense e carisma – tudo que um bom filme precisa ter.

Eu recomendo.


PS.: Assista ao trailer clicando aqui.




Escrito por GG, que agora também escreve sobre cinema na Caverna do Jedi.

O Livro de Eli - por Felipe Nogs

por Felipe Nogueira

Após uma tarde chuvosa de uma sexta feira santa, decidi ver um filme no shopping, como não havia muitos de interesse maior, O Livro de Eli me chamou a atenção, pois soube que havia uma ligação com o cristianismo. Porém , eu não sabia exatamente o estava por vir.


Entrei no cinema e vi um filme com aspecto meio diferente dos que normalmente vemos em nossos cinemas, e fui entendendo a história conforme passava o tempo. Uma fotografia espetacular, uma qualidade diferencial e um aspecto de pós-bomba nuclear incrível. Em geral retrata sobre sobreviventes de uma bomba nuclear, que se esconderam em buracos e cavernas, por anos, onde junto com a guerra, fora dissipado toda bíblia e qualquer livro que retrate do assunto, tudo.

Na  história, há um homem que tem um livro importantíssimo, e um exemplar único, que percorre à mais de 30 anos em direção ao Oeste, porque um dia ele ouviu uma voz dizendo para fazer isto, pois assim encontraria o lugar seguro para aquele livro (acredita ele ser Deus).

É engraçado no filme a forma que Deus o protege, Eli levou mais de 5 tiros e não morreu, sempre creu que Deus o protegia. Conheceu uma moça (no momento não me recordo seu nome) que decidiu seguir junto com ele este caminho, porém seu pai é o maior inimigo de Eli, pois ele quer este livro a qualquer custo para dominar o mundo.

O filme me fez refletir um pouco da minha vida cristã, me coloquei no lugar daquele homem e perguntei: Será que se hoje houvesse esse tipo de guerra,  e eu fosse o “guardião” do livro de Deus, estaria pronto para servi-lo? Teria tamanha coragem de enfrentar inimigos e mal feitores em nome de Cristo?

O interessante também é ver que Eli foi o tipo de pessoa que não só guardou as palavras naquele livro preto, mais  guardou essas palavras em seu coração, na memória…

Eu com meus 10 ou 15 anos de conversão seria capaz de lembrar se quer metade do que está escrito na bíblia? O que tem ocorrido seria uma deturpação da nossa origem, da nossa base, nossos princípios. Sabe, sempre fui um garoto que ia a igreja aos domingos pela manhã em um evento chamado Escola Dominical, e lá foi onde mais pude aprender sobre o livro que era  guardado por Eli, hoje mal temos cultos noturnos aos domingos.

Atualmente o  livro de Eli mal tem sido aberto em cima dos púlpitos brasileiros, mal lemo-las, os louvores tem se tornado mais importante do que a palavra que está na bíblia, e  simplesmente tem se apagado versículos e capítulos, histórias e parábolas.

A pergunta que fica é: se hoje Deus o chamasse para guardar o livro dele, você seria capaz de guardá-la com a própria vida? Seria capaz de conseguir lembrar versículo por versículo, não deixando-a morrer?

É por isso que eu odeio o neo-cristianismo, que fizeram da bíblia… Letras de Power point.

Quem quer ser um millionário?


by GG

"In the beginnig"

Depois de ver a onda 3D estourando nos cinemas, meu queixo caiu com a notícia que recebi. Cary Granat, co fundador da Walden Media (que produz as adaptações dos livros de C.S Lewis "As Crônicas de Narnia"), está se juntando com a produtora Reel Fx e a Paramount Pictures para fazer um longa metragem sobre o Livro do Gênesis!

Não, você não leu errado, é isso mesmo: vão adaptar o livro de Gênesis. Mas a maior surpresa é que o longa metragem, que será dirigido por David Cunningham ("Os Seis Signos da Luz"), será adaptado para as telonas no formato 3D!!!

O filme vai se chamar "In the beginning", o orçamento será de US$ 30 milhões e ainda não tem elenco confirmado.

Agora é esperar pra ver no que vai dar esse negócio.

7Cast #015."Mais irritante do que nunca"

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Olha o 7Cast aí, minha gente! E desta vez muito mais irritante do que nunca! Neste episódio GG (@gustavogui), Karolzinha (@kalolizinha) e Henrique Serrat (@rickserrat), contam para nós tudo aquilo que os irrita na vida cristã e no dia-a-dia.

Celebre conosco a morte de um navegador de internet, compartilhe das nossas mais profundas irritações, tenha a liberdade de tocar em nossos ungidos do Senhor e inveje-nos (ou não) pela quantidade de Coca-cola consumida durante a gravação deste podcast.

Duração: 00:44:04


Um jabazinho aqui... outro ali:
Já está no ar o mais novo blog sobre cinema, games, seriados, tecnologia, internet, literatura e muitas outras coisas de Nerd. O Caverna do Jedi chegou para ficar e traz em seu Staff GG, Henrique Serrat, Tiago Verde e outros conhecidos da galera que acompanha o 7Cast. Acesse: http://cavernadojedi.com.br e divirta-se!!!


Divulgue o Território 7 no seu Orkut, Twitter, Facebook, etc e concorra a muitos prêmios:


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Pipoca&Letra 003."Um olhar do... paraíso???"

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Antes de começar a expressar aqui meus argumentos, devo desde já pedir desculpas aos que de alguma forma se encantaram com a sinopse ou com o trailer deste filme. Devo também me desculpar com os que assistiram e gostaram, com os fãs de Peter Jackson e com os que acreditam na enrolação espiritual que é divulgada através deste bom filme.

Me interessei desde o início pelo que me é mostrado no trailer: menina morta, pais a procura dela e muito suspense. Lembro-me de ter me apaixonado também pelo elenco, antes mesmo do filme estrear em terras tupiniquins. E, sem sombra de dúvidas, o que mais me chamou atenção em "Um Olhar do Paraíso" (The Lovely Bones) foram as atuações. Mark Walberg fez meus olhos esbugalharem ao enxergar um ator diferente do que estava aconstumado. Saoirse Ronan, que já havia me deixado entusiasmado com sua impressonante atuação em "Desejo e Reparação", aqui dá um banho em Rachel Weisz,que continua chorando, chorando, chorando e chorando (é uma boa atriz, mas me parece mal explorada)e na veterana Susan Sarandon, que dá o ar da graça. Mas o que realmente fez meu queixo cair foi ver a jovem Rose McIver se sustentar diante da malhor coisa do filme: Stanley Tucci. O veterano faz um dos melhores vilões que já vi em toda minha existência! Atuação primorosa e digna de reconhecimento público.

No entanto, existe um problema. Um único porém imenso problema. Quando o filme nos leva para o "paraíso" de Susie (Saoirse Ronan), personagem principal, assassinada aos 14 anos por um maníaco (Stanley Tucci), a trama perde ritmo, sentido e, principalmente, a graça do filme. Apesar do excelente trabalho dos atores, o filme conseguiu me dar sono quando o tal "paraíso" aparecia. Aliás, como chamar de "paraíso" um lugar onde fico preso ao meu assassinato; onde ainda tenho lembranças e, pior, onde ainda tenho um certo tipo de contato com o mundo real???? O título "um olhar do paraíso" mais parece uma piada, como se fosse uma espiadinha pela fechadura - a menina está morta, mas consegue ver os pais sofrendo sua perda, sua irmã crescendo e seu assassino vivo e impune, que grande paraíso!!! Se tirássemos do filme as cenas no outro mundo e recontássemos sua trama sem o blá-blá-blá espírita que envolve todo o enredo, teríamos um filme muito melhor.

A doutrina espírita não faz parte do meu credo, mas não me impede de assistir um filme que trate dela. Mas que isto seja feito com o mínimo de inteligência! Tentar me forçar a acreditar que é possível o contato entre vivos e mortos da maneira mais sem noção possível não vai me fazer engolir as idéias espíritas e, pior, vai me afastar do tema principal do filme: o amor da família pela tal menina morta. Aliás, só consegui entender esta mensagem quando o filme conseguiu voltar ao tema - nas últimas cenas do filme.

Enfim, retirando tudo que aconteceu no outro mundo e recontando a história, "Um Olhar do Paraíso" é sim um bom filme. No entanto, se você quer assisti-lo sem perder o foco na mensagem do filme, esqueça a tradução ridícula do título, traduza o original ao pé da letra: "The Lovely Bones" e descubra o quanto um pai (e uma mãe) pode amar uma filha, mesmo que a morte os separe.


by GG


Filmes que falam mais que os púlpitos (Episódio 001)

Os olhares preconceituosos avançam sobre mim. Me surpreende saber que, se um cara se dispõe a dizer a verdade e, assim, combater falsas doutrinas, ele será sempre considerado "um estranho no ninho", um rebelde, etc.

Bom, como minha fama de garoto rebelde já se espalhou por aí, resolvi assumir mais uma dessas colunas abusadas e temperadas com muita pimenta nos olhos daqueles que preferem receber massagem no ego do que buscar a verdade, além dos púlpitos e de suas mensagens egocêntricas.

É claro que o objetivo aqui não é generalizar a coisa. Assim como existem fariseus imundos pregando em nossos dias, ainda existe "a resistência"; o povo que não teme a hipocrisia de nossos dias e insiste em acreditar no verdadeiro Evangelho.

"Filmes que falam mais que os púlpitos" começa hoje, indicando um filme que conta uma história real. A história de Christopher McCandless, um jovem aventureiro que decide partir sozinho para o Alasca, fugindo de uma vida de facilidades e comodismo, um futuro promissor e uma vida cheia de privilégios, em busca de uma liberdade genuína, sem "ismos", enfrentando seus medos e reconhecendo sua fragilidade diante das circunstâncias da vida.

Se nossos líderes - ao invés de reprimirem nossos defeitos, condenando-os como pecados e cobrando indulgências espirituais - nos encorajassem a enfrentá-los, com base nos princípios do cristianismo, com certeza esta coluna não precisaria existir.


by GG



Denzel Washington e a Bíblia




Produção mistura faroeste com elementos religiosos. Gary Oldman também está no elenco.



No filme "The book of Eli", Denzel Washington faz o papel de um andarilho que se apóia na Bíblia em uma América devastada pela guerra nuclear.


O ator norte-americano disse que se estivesse nessa situação, faria exatamente a mesma coisa que seu personagem.


O filme, que estreia nesta sexta-feira (15) nos Estados Unidos, mistura elementos de faroestes de Hollywood, na forma de paisagens desoladas e cidades na fronteira, com a espiritualidade do Velho Testamento — uma mudança para os estúdios de Hollywood, que tendem a evitar temas religiosos em filmes de ação modernos e com grandes orçamentos.


O personagem de Denzel Washington é Eli, um homem que gosta de citar Gêneses e os Salmos quando não está desmembrando bandidos com uma espada.


No filme, os norte-americanos queimaram suas Bíblias como retaliação à guerra nuclear, mas uma sobrou. Ela pertence a Eli, que está em uma missão para encontrar pessoas dignas do livro.


'Fazer o bem'
O ator, que já ganhou o Oscar duas vezes, disse que tenta ler a Bíblia todos os dias, e que se estivesse em um mundo pós-apocalíptico, o livro seria algo que ele "gostaria de ter".


"Eu acho que fé é importante, escutar àquela vozinha quieta dentro de você. Não ser intimidado ou desencorajado por outros e seguir sua missão na vida. Minha mãe diz que é interessante fazer o bem, mas é preciso fazer o bem da maneira certa", disse Washington.", disse ele à Reuters.


Como Eli, Washington anda pelo interior desolado dos EUA e finalmente para em uma cidade de fronteira, onde o senhor local, interpretado por Carnegie (Gary Oldman), está desesperado para achar uma Bíblia para que possa usar como arma para influenciar as pessoas.


Quando Carnegie escuta que Eli tem uma Bíblia, ele ordena que ele lhe entregue o livro se não quiser ser morto. Eli luta para defender sua Bíblia antes de poder continuar sua jornada.




Fonte: G1


Missões nas telonas


O longa "Flordelis: Basta uma palavra para mudar" promete emocionar muita gente.

O filme conta a história real de uma mulher, moradora do Jacarezinho, favela do RJ, que adotou 37 crianças e as criou junto de seus quatro filhos biológicos. Mas além da óbvia complexidade em se ter 41 filhos dentro de casa, Flordelis enfrentou outras adversidades em sua jornada, as quais foram retratadas no filme e narradas por ela mesma.

O Hospital Infantil Darcy Vargas, administrado pela Prefeitura de São Gonçalo, serviu de cenário para uma das muitas cenas emocionantes do documentário Flordelis - Basta Uma Palavra Para Mudar, que ganhou sessão especial na quarta-feira em uma das salas do São Gonçalo Shopping.

A prefeita Aparecida Panisset e o secretário municipal de Saúde Márcio Panisset assistiram ao longa, que contou com a presença da personagem-título, Flordelis, e os atores Isabel Fillardis e Érik Marmo.
“É um orgulho saber que a saúde de São Gonçalo está nos cinemas. A produção do filme queria gravar em um hospital público e ficou encantada quando conheceu a unidade infantil. Foi uma honra participar do filme”, disse o secretário, que fez uma ponta no filme.

Já a prefeita, que conhece Flordelis há 10 anos, se emocionou com o projeto. “Flordelis é um exemplo a ser seguido. O filme é emocionante e marcante. Ela é uma mulher guerreira e muito corajosa, que renunciou a tudo para servir. Muito bonita a história dela”, elogiou Aparecida Panisset.

No elenco estão nomes como Aline Moraes, Cauã Reymond, Débora Secco, Fernanda Lima, Rodrigo Hilbert, e Ana Furtado, entre outros.

Atualmente, a missionária Flordelis é mãe de 50 crianças, e mora com 44 delas em Piratininga, Região Oceânica de Niterói. Mesmo com uma vida repleta de histórias e realizações, ela ainda não conquistou seu maior sonho: “comprar minha casa própria para dar segurança a meus filhos”.


Fonte: Pavablog, Ministério Flordelis e Hosp. São Gonçalo

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